Thursday, December 27, 2007

o desabafo, a escrita...

Desabafos, sabem bem quando são partilhados com um amigo, uma amiga, sabem bem quando são escritos e lidos 5 ou 10 anos depois, sabem bem porque estamos a deitar cá para fora aquilo que sentimos, quer sejam tristezas, alegrias, mágoas, ansiedades, frustrações, raivas...

podemos desabafar em qualquer lado, num café, numa paragem de autocarro, numa praia, numa casa de banho de um qualquer bar perdido por aí!

De há uns tempos para cá tenho vindo a descobrir no meio da tralha do meu quarto (de cada vez que o arrumo encontro coisas novas) desabafos antigos, alguns deles relativos a relações que tive, a coisas que passei com esta ou aquela pessoa, sitios que visitei, e as recordações parece que teimam em fazer me lembrar de mais coisas (que não estão escritas mas que a minha mente não esqueceu!). Como aquela folha em que comecei a falar sobre a minha ida ao festival do ermal (eheheheh), ou outro “desabafo” inacabado escrito na cozinha de casa de um amigo meu, numa noite em que não conseguia dormir (maldita casa!!) e me sentei de madrugada na mesa da cozinha, a escrever, apenas iluminada pela luz que começava a surgir timidamente...

ou ainda cadernos e folhas perdidas que escrevi quando estava a trabalhar na covilhã, e passava boa parte da noite na rua, na conversa com a malta que tinha conhecido entretanto, tardes de calor que passava na minha casa fresquinha, deitada na cama (enquanto esperava que começasse a abrandar o calor para poder ir montar os cavalos que tinha que trabalhar) a ouvir musica e a escrever...

escrever, escrever, escrever.... a minha vida está cheia disso. Escrevi composições na primária, ditados, cópias, já ni ciclo escrevia pequenos contos e comecei a gostar de escrever poemas (ainda antes de ter daquilo que estava a escrever), um conto e um poema meu ganharam um concurso a nivel de escola e foram publicados no jornal escolar!

Se estou num sitio que gosto, e não tenho companhia, tenho que ter sempre o caderno e a caneta por perto... gosto de escrever sobre o sitio onde estou, sobre as pessoas que estou a ver, sobre algo que me intriga!

Há tempos escrevi sobre uma situação que tive oportunidade de ver. Em pleno Junho, aqui a je estava em Belém (todo o dia, graças aos cursos), e naquele sábado até tinha levado a minha maior amiga (a Yasha). Depois de comer algo no café fui dar uma volta até ao jardim que fica em frente ao C.C.B.. sentada na relva, com a cadela deitada ao meu lado, e eu armada com um caderno e uma caneta mortiferos, comecei por ouvir berros, mas sem perceber de onde vinham. Comecei a olhar com mais atenção e vi uma rapariga, que devia ter á volta de 30 anos, ajoelhada no chão a berrar histericamente. A primeira coisa que me passou pela cabeça foi que tivesse caido e se tivesse magoado. Mas quando a vi levantar se, desatar a correr á volta do jardim e continuar a berrar histericamente, até que a dada altura desapareceu de vez (ainda ouvi os berros por uns segundos...). Quando deixei de franzir o sobrolho, devido á estranheza da situação, consegui esboçar um sorriso (fiquei mesmo contente por ter algo de diferente para escrever!):p

Os meus livros, já comecei dois, um dia hei de acabá-los...

uma coisa que adoro fazer quando vou, por ex., de comboio, é escrever sobre as pessoas que estão ao alcance da minha visão, e dp aproveitar essa escrita para criar personagens para os meus livros. Ok, não é de todo original, mas resulta. Personagens nunca faltam!



e pronto, é tudo por agora!



ciao.



Ana banana*

1 Comments:

Anonymous Anonymous said...

Por vezes escrever pode, sem dúvida, salvar-nos a vida.
Seja o que for que se escreva, tenha ou não muita qualidade... Aquilo que se escreve vai, volta, fica, passa, repete-se, mas não se esquece. E desabafos escritos relembram-nos antigos erros e podem sem dúvida salvar-nos a vida... duas vezes

12:34 PM  

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